Trajes, costumes e cultura sulista

“Ser gaúcho não é apenas vestir os trajes de denominação gaúcha, mas vestir respeito, valores e igualdade, amor pela nossa cultura e coisas semelhantes. Não importando se está com as vestimentas, mas importa se está se despindo de coisas erradas para que o verdadeiro gaúcho venha transparecer de dentro de seu coração, traga consigo aquilo que é bom da nossa Terra.”

As vestes são aspectos importantes dentro da tradição gaúcha, elas trazem significados, expressões dos costumes históricos e sociólogos da cultura do povo. Essa herança é transportada para as gerações seguintes, sujeitos a mudanças próprias de cada época e circunstância. Saber o significado de cada peça de roupa que compõe o ‘traje gaúcho’ é interessante e também esclarecedor.

Vamos começar do princípio, a palavra Pilcha significa a indumentária gaúcha tradicional, é usada pelos homens e mulheres de todas as idades, os quais cultivam a tradição. O CTG (Centro de Tradição Gaúcha) regra o uso das pilchas, principalmente em atos oficiais públicos, é a maneira de expressar a cultura tradicionalista no Sul do país, principalmente no Rio Grande do Sul.

A evolução do traje gaúcho se deu por influência dos europeus, ou seja, os índios missioneiros e cavaleiros que habitavam a América nos anos de 1620 à 1730, começaram a usar calções europeus e camisas. Ainda usavam outra peça que não pertencia à indumentária européia, mas, proximamente indígena: “El poncho” – o pala bichará.

Tipoy: vestido longo formado por dois panos costurados entre si, com duas aberturas, para os braços e para os pescoço, sem costura. Era feito de algodão branco, logo se tornava vermelho pelo pó das Missões. Em festividades, a mulher missioneira ainda usava um “tipoy” de linho sobre o de uso diário.

Em procissões religiosas as mulheres usavam mantos de cor roxa e negra, considerados cores dramáticas.
Ainda usavam pinturas rituais para assinalar a entrada na puberdade. Uso de colares de contes ou dentes de feras.

Chumbé: uma espécie de cordão utilizado na cintura pelas mulheres.

Chiripá: usado pelos índios cavaleiros, adequados à equitação, era uma espécie de saia, feito por um retângulo de pano enrolado na cintura, até os joelhos.

Caiapi/Quillapi e/ou Toropi:  era um de couro de boi, inteiro e bem sovado usado nas costas, com o pelo usado para dentro e a parte de fora era pintada de listras verticais e horizontais, nas cores cinza e ocre. Também servia de cama durante à noite.

Vestimenta Indígena. Disponível em: https://regionalismogaucho.weebly.com/vestuaacuterio.html

Entre 1730 à 1820 o primeiro caudilho riograndense que foi o primeiro estancieiro, usava bragaceroulas de crivo e as botas garrão-de-potro, esta sim, tipicamente gaúcha, além do cinturão-guaiaca, lenço de pescoço, pala indígena, tira de pano prendendo os cabelos e o chapéu pança de burro. Sua esposa usava  vestido de seda ou veludo, mantilha, chale ou sobrepeliz,  botinhas fechadas, meias brancas ou de cor, grande travessa prendendo os cabelos enrolados e o leque.

Cinturão-guaiaca/ cinturão de bolsas e faixa: usado na cintura pelos homens para guardar moedas, palhas, fumo, cédulas, relógio e pistola. Ainda à cintura, eram levadas boleadeiras, facas flamengas, adaga, facão, lança, estas eram suas armas.

Camisas: sem botões, com cadarços nos punhos, com avantajadas golas e mangas.

Pala bichará: em cores naturais e gola uma simples abertura para passar o pescoçoEste de franjas nos quatro lados  para proteger contra o frio. Mais tarde o poncho redondo baeta vermelha, com gola alta e abotoada.

Botas garrão-de-potro: normalmente feitas do couro das pernas traseiras de vacas, burros e cavalos. Algumas feitas das pernas dianteiras eram cortadas na ponta e no calcanhar, ficando o usuário com os dedos do pé e o calcanhar de fora. Acima da barriga da perna, era ajustada por meio de tranças ou tentos.

Nazarenas/chilenas: esporas utilizadas para andar à cavalo.

Vincha: fita que era usada pelos índios para prender os cabelos. Também usavam o lenço na cabeça atado à nuca.

Chapéu de palha, feltro e pança-de-burro: estes feitos de palha, feltro e com um pedaço circular  da barriga de um muar respectivamente, onde era moldado na cabeça de um palanque. Atados com um barbicacho sobre o queixo ou nariz, este, feito normalmente de couro cru trançados, ou ainda, de seda, alguns feitos de sola e fivela.

Cingidor: tirador.

As mulheres usavam saias compridas e escuras com uma bombachinha por baixo e blusa clara.

Traje Gaúcho – 1730 à 1820. Disponível em: https://regionalismogaucho.weebly.com/vestuaacuterio.html

Já a partir de 1820 até 1865, foi marcado pelo Chiripá Farroupilha, Saia e Casaquinho. 

Chiripá Farroupilha: adaptado para o homem andar a pé. Com forma de uma grande frauda, passada pelas pernas, tendo o joelho como limite de comprimento. Usavam jaleco, este de lã ou mesmo veludo, também a jaqueta, com gola e manga de casaco, terminando na cintura, fechado à frente por grandes botões ou moedas. O lenço de seda começou a ser usado nas cores vermelho e branco. Quando faziam luto, usavam lenços na cor preta.

As mulheres usavam saia e casaquinho com rendas e enfeites discretos. As moças solteiras usavam cabelos trançados ou soltos, e as senhoras, um coque. Meias e sapatos (fechados). As jóias eram camafeu ou broche. E no pescoço o Fichú – triângulo de seda ou crochê com as pontas fechadas por um broche.

Traje Gaúcho – 1820 – 1865. Disponível em: https://regionalismogaucho.weebly.com/vestuaacuterio.html

A partir de 1865 começaram a usar Bombacha e Vestido de Prenda.

Bombacha: surgiram através dos turcos e eram usadas pelos pobres na Guerra do Paraguai. Na Fronteira, as bombachas são largas, estreitas na Serra e médias no Planalto. Estas quase sempre com favos de mel, abotoadas no tornozelo de cós largo, cores claras para festividades e escuras para o trabalho.

Colete, Blusa Campeira e  Casaco: usados em ambiente de maior respeito.

A camisa era de um pano só, às vezes riscada e o lenço atado por um nó de oito maneiras diferentes. Não usa-se chapéu em ambientes cobertos. Botas de sapataria nas cores preta e marrom.  Já o tirador era simples, curtos e com flecos compridos na Serra, no Planalto era de pontas arredondadas, comprido com ou sem flecos na Campanha e de bordas retas com flecos de meio palmo na Fronteira.

As prendas seguiam uma tese de autoria de Luiz Celso Gomes Yarup, que foi aprovada no 34º. Congresso Tradicionalista Gaúcho, em Caçapava do Sul:

01 – O vestido deverá ser, preferencialmente, de uma peça, com barra da saia no peito do pé;
02 – A quantidade de passa-fitas, apliques, babados e rendas é livre;
03 – O vestido pode ser de tecido estampado ou liso, sendo facultado o uso de tecidos sintéticos com estamparia miúda ou “petit-pois”;
04 – Vedado o decote;
05 – Saia de armar: quantidade livre (sem exageros);
06 – Obrigatório o uso de bombachinhas, rendadas ou não, cujo comprimento deverá atingir a altura do joelho;
07 – Mangas até os cotovelos, três quartos ou até os pulsos;
08 – Facultativo o uso de lenço com pontas cruzadas sobre o peito, também facultado o uso do fichu de seda com franjas ou de crochê, preso com broche ou camafeu, ou ainda do chale;
09 – Meias longas brancas ou coloridas, não transparentes;
10 – Sapato com salto 5 (cinco), ou meio salto, que abotoe do lado de fora, por uma tira que passa sobre o peito do pé;
11 – Cabelo solto ou em trança (única ou dupla), com flores ou fitas;
12 – Facultado o uso de brincos de argola de metal. Vedados os de fantasia ou de plásticos;
13 – Vedado o uso de colares;
14 – Permitido o uso de pulseiras de aro de qualquer metal. Não aceitas as pulseiras de plástico;
15 – Permitido o uso de um anel de metal em cada mão. Vedados os de fantasia;
16 – É permitido o uso discreto de maquiagem facial, sem batons roxos, sombras coloridas, delineadores em demasia;
17 – Vedado o uso de relógios de pulso e de luvas;
18 – Livre a criação dos vestidos, quanto a cores, padrões e silhuetas, dentro dos parâmetros acima enumerados.

Traje Gaúcho a partir de 1865. Disponível em: https://regionalismogaucho.weebly.com/vestuaacuterio.html

Traje Gaúcho a partir de 1865, peão e prenda. Disponível em: https://regionalismogaucho.weebly.com/vestuaacuterio.html

As vestimentas da atualidade seguem DIRETRIZES, estas, estabelecidas em reuniões do MTG por meio de Convenções Tradicionalistas. Podemos usar como exemplo a 76ª Convenção Tradicionalista Gaúcha – Taquara, 29 de julho de 2011 com alteração do artigo 3º, Inciso I, letra f pela 79ª Convenção Tradicionalista de julho de 2014, onde:

A Indumentária a ser utilizada pelos homens nas atividades cotidianas, apresentações artísticas e participações sociais, tais como bailes, congressos, representações, etc.

Bombachas: os tecidos utilizados podem ser de brim (não jeans), sarja, linho, algodão, oxford, microfibra. Nas cores claras ou escuras, sóbrias ou neutras, tais como marrom, bege, cinza, azulmarinho, verde-escuro, branca, fugindo as cores agressivas, fosforescentes, fugindo das cores contrastantes e cítricas, como vermelho, amarelo, laranja, verde-limão, cor-de-rosa. O padrão é liso, listradinho e xadrez discreto. Do modelo: cós largo sem alças, dois bolsos na lateral, com punho abotoado no tornozelo. Favos: O uso de favos e enfeites de botões, depende da tradição regional. As bombachas podem ter, nos favos, letras, marcas e botões. Obs.: roupas de época não podem ter marcas. A largura com ou sem favos, coincidindo a largura da perna com a largura da cintura, ou seja, uma pessoa que use sua bombachas no tamanho 40, automaticamente deverá ter, aproximadamente, uma largura de cada perna de 40 cm. Obs. – A largura das bombachas, na altura das pernas, deve ser tal que a caracterize como tal e não seja confundida com uma calça. – As bombachas deverão estar sempre para dentro das botas. – É vedado o uso de bombachas plissadas e coloridas.

Camisa: os tecidos devem ser preferencialmente de algodão, tricoline, viscose, linho ou vigela, microfibra( não transparente), oxford. O padrão é liso ou riscado discreto, nas cores sóbrias, claras ou neutras, preferencialmente branca. Evitando cores agressivas e contrastantes e a gola social (ou seja, abotoada na frente, em toda a extensão, com gola atual, com punho ajustado com um ou mais botões). As mangas longas  devem serem usadas para ocasiões sociais ou formais, como festividades, cerimônias, fandangos, concursos. Já as mangas curtas, para atividades de serviço, de lazer e situações informais. Camiseta de malha ou camisa de gola pólo tem seu uso exclusivo para situações informais e não representativas. Podem ser usadas com distintivo da Entidade, da Região Tradicionalista e do MTG. Obs.: Vedado o uso de camisas de cetim e estampadas.

Botas: De couro liso nas cores: preto, marrom (todos os tons) ou couro sem tingimento. É vedado o uso de botas brancas. As botas “garrão de potro” são utilizadas exclusivamente com traje de época. A altura do cano varia de acordo com a região. Normalmente o cano vai até o joelho.

Colete: Se usar paletó poderá dispensar o colete. Modelo tradicional (do mesmo tecido e cor das bombachas, podendo ser tom sobre tom), sem mangas e sem gola, abotoado na frente com a parte posterior (costas) de tecido leve, ajustado com fivela, de uma cor só, no comprimento até a altura da cintura.

Cinto (Guaiaca): tendo de uma a três guaiacas, internas ou não, com uma ou duas fivelas frontais, ou de couro cru, com ou sem guaiacas, mas sempre com uma ou duas fivelas frontais, ambos deverão ter no mínimo 7cm de largura.

Chapéu: de feltro ou pelo de lebre com abas a partir de 6 cm, com a copa de acordo com as características regionais. Obs. É vedado o uso de boinas e bonés.

Paletó: usado especialmente para ocasiões formais, podendo ser do mesmo tecido e cor das bombachas. Obs: é vedado o uso de túnicas militares substituindo o paletó.

Lenço: no caso do uso com algum tipo de nó, com a medida de 25 cm a partir deste. Com o uso do passador de lenço, com a medida de 30 cm a partir deste. Nas cores vermelho, branco, azul, verde, amarelo, ou carijó nas cores supra citadas. É possível, ainda, carijós em marrom ou cinza.

Faixa: Opcional, se usada deverá ser lisa, na cor vermelha, preta de lã ou bege cru (algodão), de 10 a 12 cm de largura.

Esporas: trata-se de peça utilizada nas lides campeiras. Nas representações coreográficas de danças tradicionais é admissível o seu uso. Obs: é vedado o uso de esporas em bailes e fandangos

Pala: De uso opcional. Se usado deverá ser no tamanho padrão, com abertura na gola. Poderá ser usado no ombro, meia-espalda, atado da direita para a esquerda. Poderá ser usado em todos os trajes.

Faca: O uso da faca é opcional nas apresentações artísticas e vedado nas demais atividades sociais.

Sobre a Pilcha Feminina:

Saia e Blusa ou Bata:  Nas apresentações artísticas, o traje feminino deve representar a mesma classe social do homem. Saia com a barra no peito do pé, godê, meio-godê ou em panos. Blusa ou bata de mangas longas, três quartos ou até o cotovelo (vedado o uso de “boca de sino” ou “morcego”), decote pequeno, sem expor os ombros e os seios, podendo ter gola ou não. Tecidos: lisos e mais encorpados, sem usar enfeites dourados, prateados, pinturas à óleo e demais tintas e purpurinas, bordados, ter o cuidado de escolher cores harmoniosas e lisas, esquecendo as cores fortes, berrantes e fosforescentes.

Saia e Casaquinho: Saia com a barra no peito do pé, godê, meio-godê ou em panos, sem bordados. Os tecidos preferencialmente lisos e mais encorpados, não transparente, sem usar enfeites dourados, prateados, pinturas à óleo e demais tintas e purpurinas. Bordados discretos, ter o cuidado de escolher cores harmoniosas e lisas, esquecendo as cores fortes, berrantes e fosforescentes. Casaquinho: de me mangas longas (vedado o uso de mangas “boca de sino” ou “morcego”), gola pequena e abotoado na frente. Obs.: Saia com casaquinho (roupa de época), a saia deve ser lisa. No casaquinho poderá ter bordados discretos.

Vestidos: Inteiro e cortado na cintura ou de cadeirão ou ainda corte princesa com barra de saia no peito do pé, corte godê, meio-godê, franzido com ou sem babados, as mangas longas, três quartos ou até o cotovelo, admitindo-se pequenos babados nos punhos, sendo vedado o uso de “mangas boca de sino” ou “morcego”. Já o decote pequeno, sem expor ombros e seios. Os Enfeites devem ser de rendas, bordados, fitas, passa-fitas, gregas, viés, transelim, crochê, nervuras, plisses, favos. É permitida pintura miúda, com tintas para tecidos. Não usar pérolas e pedrarias, bem como, os dourados ou prateados e pintura a óleo e demais tintas ou purpurinas. Os Tecidos lisos ou com estampas miúdas e delicadas, de flores, listras, petit-poa e xadrez delicado e discretos. Podem-se ser usados tecidos de microfibra, crepes, oxford. Não serão permitidos os tecidos brilhosos ou fosforescentes, transparentes, slinck, lurex, rendão e similares. As cores devem ser harmoniosas, sóbrias ou neutras, evitando-se contrastes chocantes. Não usar preto, as cores da bandeira do Brasil e do RS (combinações)Na categoria mirim: não usar cores fortes (ex: marrom, marinho, verde escuro, roxo, bordô, pink, azul forte).

Saia de Armação: Leve e discreta, na cor branca. Se tiver bordados, estes devem se concentrar nos rodados da saia, evitando-se o excesso de armação. O comprimento deve ser inferior ao do vestido.

Bombachinha: Branca, de tecido, com enfeites de rendas discretas, abaixo do joelho, cujo comprimento deverá ser mais curta que o vestido.

Meias: Devem ser de cor branca ou bege e longas, o suficiente para não permitir a nudez das pernas.

Sapatos: Nas cores preta, marrom e bege, com salto 5 ou meio salto, com tira sobre o peito do pé, que abotoe do lado de fora ou botinhas pretas, marrom (vários tons de marrom). O salto da botinha é de 5cm. Não é permitido: Uso de sandálias e nem de sapatos abertos com vestidos, saias e casacos e saia e blusa.(em nenhum momento é permitido o uso de sapatos abertos com pilcha feminina).

Cabelos: Podem ser soltos, presos, semi-presos ou em tranças, enfeitados com flores naturais ou artificiais, sem brilhos ou purpurinas. Obs.: O coque é permitido somente para prendas adultas e veteranas. As flores poderão ser usados por prendas adultas e juvenis, bem como, um pequeno passador (travessa). As prendas mirins não usam flores. Proibido o uso de plástico.

Maquiagem: Discreta de acordo com a idade e o momento social. OBSERVAÇÕES: Nas atividades de serviço (torcida, atividades nas escolas, eventos campeiros), a prenda poderá usar: saia e blusa, bombachas feminina (lisa, sem bordado, com abertura lateral) e camiseta em manga com gola “V” ou redonda, com o símbolos da entidade, da Região Tradicionalista ou do MTG, chinelo campeiro (de couro), alpargata, alpargata de couro. Nos Congressos, Convenções, Concursos de Prendas, Concurso de Peões (parte artística), Encontros Regionais, Visitas Sociais, não é permitido o uso de bombachas feminina. A faixa das prendas deverá ser substituída por crachá sempre que estiver com o traje alternativo ou de bombachas. A Categoria Mirim (masculino e feminino) usará pilcha de acordo com o que prescreve o “Livro de Indumentárias”, editado pelo MTG.II

Vestes de Prendas e Peão. Disponível em: https://regionalismogaucho.weebly.com/vestuaacuterio.html

A Indumentária a ser utilizada pelos homens nas atividades campeiras, tais como rodeios, cavalgadas, desfiles e outras lidas.

Chapéu: de feltro ou pelo de lebre com abas a partir de 6 cm, com a copa de acordo com as características regionais. Obs. É vedado o uso de boinas e bonés.

Barbicacho: de couro, sola ou crina, podendo ter algum enfeite de metal.

Lenço: no caso do uso com algum tipo de nó, com a medida de 25 cm a partir deste. Com o uso do passador de lenço, com a medida de 30 cm a partir deste. Nas cores vermelho, branco, azul, verde, amarelo, ou carijó nas cores supra citadas. É possível, ainda, carijós em marrom ou cinza.

Camisa: estilo social, com mangas longas ou curtas, com colarinho e botões na parte frontal, em cores sóbrias, de acordo com as determinações regionais. Sendo vedado o uso de camiseta e camisa gola pólo. Obs. A camisa deverá estar sempre por dentro das bombachas.

Cinto (Guaiaca): tendo de uma a três guaiacas internas, ou não, com uma ou duas fivelas frontais. Ou de couro cru, com ou sem guaiacas, sempre com uma ou duas fivelas frontais. Ambos deverão ter no mínimo 7cm de largura.

Tirador: de uso opcional, exceto para pealar. Quando usado, este substituirá o cinto quando tiver um reforço na parte superior (cintura) imitando um cinto, com ou sem guaiacas e que tenha no mínimo uma fivela de tamanho grande (5 a 7cm).

Faixa: de uso opcional. Quando usada deverá ser de lã, nas cores preta ou vermelha.

Bombachas: com ou sem favos, coincidindo a largura da perna com a largura da cintura, ou seja, uma pessoa que use sua bombacha no tamanho 40, automaticamente deverá ter, aproximadamente, uma largura de cada perna de 40 cm. Obs. – A largura das bombachas, na altura das pernas, deve ser tal que a caracterize como tal e não seja confundida com uma calça. – As bombachas deverão estar sempre para dentro das botas.

Bota: de couro, nas cores preta, marrom e amarela (baia)

Esporas: de uso obrigatório para as categorias de rapaz, peão, veterano e facultativo para as demais categorias. Sempre usado no calcanhar e com rosetas não pontiagudas.

Faca: O uso da faca na cintura é obrigatório para as categorias dos peões e rapaz, exceto na gineteada, vedado para piás e guris e facultativo para as demais categorias. Quando utilizada, a faca deverá ter no mínimo 15cm e no máximo 30cm de lâmina e ser adequada ao uso campeiro.

Sobre a Pilcha Feminina para atividades campeiras:

Chapéu: de feltro ou pelo de lebre com abas a partir de 6 cm, com a copa de acordo com as características regionais. Obs. É vedado o uso de boinas e bonés.

Barbicacho: de couro cru, sola ou crina, podendo ter algum enfeite de metal.

Lenço: de uso opcional. Quando usado não poderá ser uma tira ou fita.

Camisa: estilo social, com mangas longas ou curtas, com colarinho e botões na parte frontal, podendo ter cortes e características femininas (rendas, babados, etc), em cores sóbrias, de acordo com as determinações regionais. Sendo vedado o uso de camiseta e camisa gola polo.

Cinto (Guaiaca): de uso opcional, porém quando usado, tendo de uma a três guaiacas, internas ou não, com uma ou duas fivelas frontais, ou artesanal de couro cru, com ou sem guaiacas, mas sempre com uma ou duas fivelas frontais.

Tirador: de uso opcional, exceto para pealar. Quando usado, este substituirá o cinto quando tiver um reforço na parte superior(cintura) imitando um cinto, com ou sem guaiacas e que tenha no mínimo uma fivela de tamanho grande(5 a 7cm).

Faixa: de uso opcional. Quando usada deverá ser acompanhada do cinto e ser de lã, nas cores preta ou vermelha.

Bombachas: com ou sem favo, sem bordados e sem pregas costuradas. Podendo ser de estilo feminino, ou seja, com aberturas laterais. A largura das bombachas, na altura da perna, será, aproximadamente, a mesma largura da cintura. Naturalmente as bombachas femininas serão mais estreitas do que as masculinas.

Bota: de couro, nas cores preta, marrom e amarela (baia).

Esporas: de uso opcional. Quando utilizadas, deverão ser dotadas de rosetas não pontiagudas.

Faca: de uso opcional.

Aconselha-se que quando a prenda for montar com vestido ou saia, que ela use o selim e não as montarias convencionais. Ainda poderão também ser usados os trajes alternativos regionais, desde que devidamente comprovados e aprovados em Encontro RegionalIII – DA PILCHA PARA A PRÁTICA DE ESPORTES

Indumentária a ser utilizada pelos homens nas atividades esportivas, tais como jogos de truco, bocha campeira, tava, etc.

Chapéu: de feltro ou pelo de lebre com abas a partir de 6 cm, com a copa de acordo com as características regionais, porém para as provas realizadas em locais cobertos, é vetado o seu uso.
Obs. É vetado o uso de boinas e bonés. – BARBICACHO: de couro cru, sola ou crina, podendo ter algum enfeite de metal.

Lenço: no caso do uso com algum tipo de nó, com a medida de 25 cm a partir deste. Com o uso do passador de lenço, com a medida de 30 cm a partir deste. Nas cores vermelho, branco, azul, verde, amarelo, ou carijó nas cores supra citadas. É possível, ainda, carijó em marrom ou cinza.

Camisa: estilo social, com mangas longas ou curtas, com colarinho e botões na parte frontal, em cores sóbrias, de acordo com as determinações regionais. Sendo vedado o uso de camiseta e camisa gola polo.

Cinto (Guaiaca): tendo de uma a três guaiacas, internas ou não, com uma ou duas fivelas frontais, ou de couro cru, com ou sem guaiacas, mas sempre com uma ou duas fivelas frontais, ambos deverão ter no mínimo 7cm de largura.

Faixa: de uso opcional. Quando usada deverá ser de lã, nas cores preta ou vermelha.

Bombachas: com ou sem favos, coincidindo a largura da perna com a largura da cintura, ou seja, uma pessoa que use suas bombachas no tamanho 40, automaticamente deverá ter, aproximadamente, uma largura de cada perna de 40 cm. A largura das bombachas, na altura das pernas, deve ser tal que a caracterize como tal e não seja confundida com uma calça. As bombachas deverão estar sempre para dentro das botas.

Bota: de couro, nas cores preta, marrom e amarela (baia).

Faca: é vedado o seu uso.

Da indumentária a ser utilizada pelas mulheres:

Chapéu: de uso opcional, de feltro ou pelo de lebre com abas a partir de 6 cm, com a copa de acordo com as características regionais, porém para as provas realizadas em locais cobertos, é vedado o seu uso. Obs. É vedado o uso de boinas e bonés.

Barbicacho: de couro cru, sola ou crina, podendo ter algum enfeite de metal.

Lenço: de uso opcional. Quando usado não poderá ser uma tira ou fita.

Camisa: estilo social, com mangas longas ou curtas, com colarinho e botões na parte frontal, podendo ter cortes e características femininas (rendas, babados, etc), em cores sóbrias, de acordo com as determinações regionais. Sendo vedado o uso de camiseta e camisa gola polo.

Cinto (Guaiaca): de uso opcional, porém quando usado, tendo de uma a três guaiacas, internas ou não, com uma ou duas fivelas frontais, ou artesanal de couro cru, com ou sem guaiacas, mas sempre com uma ou duas fivelas frontais.

Faixa: de uso opcional. Quando usada deverá ser acompanhada do cinto e ser de lã, nas cores preta ou vermelha.

Bombachas: com ou sem favo, sem bordados e sem pregas costuradas. Podendo ser de estilo feminino, ou seja, com aberturas laterais. A largura das bombachas, na altura da perna, será, aproximadamente, a mesma largura da cintura. Naturalmente as bombachas femininas serão mais estreitas do que as masculinas.

Bota: de couro, nas cores preta, marrom e amarela (baia).

Faca: é vedado o seu uso.

Poderão ser usados ainda, os demais trajes femininos descritos nestas diretrizes.

É importante ressaltar as observações gerais para todas as situações, onde é vedado, por não fazerem parte da indumentária tradicional do gaúcho bonés e boinas; barbicachos exclusivamente de metal; chapéus de couro, palha, ou qualquer material sintético; cinto com rastra (enfeite de metal com correntes na parte frontal); Botas de borracha ou de lona.

Prenda vestindo chiripá e boleadeiras na cintura. Disponível em: https://regionalismogaucho.weebly.com/vestuaacuterio.html

Bombacha com favos. Disponível em: https://regionalismogaucho.weebly.com/vestuaacuterio.html

Chiripás. Disponível em: https://regionalismogaucho.weebly.com/vestuaacuterio.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sobre as Diretrizes para as encilhas dos equinos nas atividades campeiras,  o Movimento Tradicionalista Gaúcho, reunido na 67ª Convenção Tradicionalista Gaúcha, realizada em 29 e 30 de julho de 2005, na cidade de Tramandaí, aprovou as presentes DIRETRIZES para as encilhas dos equinos nas atividades campeiras, com alterações introduzidas pela 69ª Convenção Tradicionalista Extraordinária, realizada no dia 20 de maio de 2006, na cidade de Bento Gonçalves:

Xergão ou Baxeiro: de lã natural.

Carona: de sola, de couro cru ou lona em ambos os lados. A carona pode ser forrada em couro ou feltro.

Arreios: bastos, lombilhos, serigotes-cela ou serigote, com as basteiras de couro ou feltro.

Travessão e Látegos: de couro cru ou sola.

Barrigueira do Travassão: de algodão, seda (sem tingi mento), crina ou couro torcido, com as tramas em algodão ou couro. Podendo ter algum detalhe colorido nas tramas junto as argolas.

Pelego ou Cochonilho: branco, preto marrom, sempre natural, ou seja, sem tingi mento.

Badana: de uso opcional. Quando usada sempre em couro.

Sobre-cincha e Látegos: de couro cru ou sola.

Barrigueira da Sobre-cincha: de algodão,seda (sem tingi mento), crina ou couro torcido, com as tramas em seda ou couro. Podendo ter algum detalhe colorido nas tramas junto as argolas.

Laço: de couro cru, não podendo ser emborrachado ou ainda revestido com fitas plásticas, podendo ser pintado, nas cores preta ou marrom, desde que se visualize a trança.

Mango: de couro cru. Com adornos em prata, metal ou chifre, com cabo de madeira, revestido de couro ou não, trançado (rabo de tatu), com ou sem argola e com tala de, no mínimo 5cm de largura por 30cm de comprimento, deverá ser usado sempre no pulso.

Loros: de couro cru ou sola, não podendo ter nenhum tipo de reforço que não seja destes dois materiais.

Estribos: de ferro, inoxidável, latão, bronze, prata, alpaca, osso ou chifre, podendo ser retovados de couro.

Jogo de Cordas – Cordas de Cabeça: deverão ser de couro.

Rédeas: deverão ser de couro, lã, crina ou algodão, sem nenhum tipo de reforço interno que não seja destes materiais, nas cores, branca, preta ou marrom (cores naturais da lã), as de algodão, deverão ser na cor natural (sem tingi mento).
É vetado o uso de rédeas de couro de cabrito (Paraíba) que tem fio de nylon interno.

O Buçal com Cabresto, Peiteira e Rabicho: são de uso opcional, porém quando usados deverão respeitar as características das cordas mencionadas acima.

Laço na mão de peão. Disponível em: https://regionalismogaucho.weebly.com/vestuaacuterio.html

Esporas usadas pelos peões nas atividades campeiras. Disponível em: https://viajaracavalo.com.br/o-uso-de-chicote-e-esporas/

Sela, travessão, cincha e manta. Disponível em: https://www.clasf.com.br/sela-basto-arreio-marreca-la%C3%A7o-comprido-cavalo-crioulo-mula-em-belo-horizonte-9716221/

 

Rédeas. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Bridle

 

Bridão e rédeas. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Bridle

 

 

Referências:

  • DIRETRIZES PARA PILCHA GAÚCHA E ENCILHAS, MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAUCHO. Disponível em: http://www.mtg.org.br/legislacao/636. Acesso em: 01/10/2018;
  • Joice Petzold, Culturas do Sul, Roupas gaúchas. Disponível em: http://culturasdosul.blogspot.com/2010/09/roupas-gauchos.html. Acesso em: 19/06/2018;
  • Regionalismo Gaúcho, A evolução da Vestimenta Gaúcha. Disponível em: https://regionalismogaucho.weebly.com/vestuaacuterio.html. Acesso em:19/06/2018;